Trabalhar em ambientes com altas temperaturas exige atenção redobrada à segurança. Ainda assim, é comum que empresas utilizem EPIs térmicos inadequados para o tipo de risco presente na operação, seja por falta de análise técnica, padronização excessiva ou decisões baseadas apenas em custo. O problema é que a escolha errada do EPI térmico não costuma falhar “aos poucos”. Quando falha, falha de forma crítica, expondo o trabalhador a queimaduras, acidentes graves e riscos legais para a empresa. Erro 1: Tratar todo calor como se fosse o mesmo risco Um dos equívocos mais frequentes é considerar que qualquer EPI “resistente ao calor” serve para todas as situações. Na prática, os riscos térmicos variam bastante. Alguns exemplos comuns: * Calor radiante intenso (fornos, lingotamento, aciarias) * Respingos de metal líquido * Chamas diretas * Superfícies aquecidas * Ambientes com alta temperatura contínua Cada um desses cenários exige materiais e níveis de proteção diferentes. Um EPI adequado para soldagem leve, por exemplo, pode ser totalmente insuficiente próximo a um forno industrial. Erro 2: Escolher o EPI pelo material, sem analisar o ambiente Outro erro comum é focar apenas no material do EPI, sem considerar o contexto da operação. A escolha correta deve levar em conta: * Distância da fonte de calor * Tempo de exposição * Frequência da atividade * Possibilidade de respingos ou contato direto Sem essa análise, o EPI pode até ser “bom”, mas inadequado para a situação real de trabalho. Erro 3: Subestimar o risco em atividades de curta duração Muitas empresas deixam de usar EPIs térmicos mais robustos porque a exposição ao calor acontece “só por alguns minutos”. Esse é um erro perigoso. Mesmo exposições curtas podem causar: * Queimaduras graves * Danos à pele * Comprometimento das vias aéreas * Acidentes por reflexo ou perda de mobilidade Se há risco térmico, mesmo que pontual, o EPI precisa ser compatível com esse risco. Erro 4: Usar o mesmo EPI térmico para funções diferentes Padronizar EPIs pode parecer prático, mas nem sempre é seguro. Um operador de forno, um soldador e um profissional de manutenção podem atuar na mesma área, mas com riscos térmicos distintos. Quando o mesmo EPI é usado para todas as funções: * Alguns trabalhadores ficam desprotegidos * Outros usam proteção excessiva, perdendo mobilidade e conforto * A chance de uso incorreto aumenta A escolha do EPI deve considerar a função exercida, não apenas o setor. Erro 5: Ignorar conforto, ajuste e ergonomia Um EPI térmico desconfortável dificilmente será utilizado corretamente. Peso excessivo, baixa flexibilidade e mau ajuste comprometem a movimentação e aumentam o risco de acidentes. Além da proteção térmica, é essencial avaliar: * Ajuste ao corpo * Liberdade de movimento * Distribuição de peso * Possibilidade de uso prolongado EPIs bem projetados reduzem a fadiga e aumentam a adesão ao uso correto. Erro 6: Não verificar o Certificado de Aprovação (CA) Todo EPI térmico precisa ter CA válido, conforme determina a NR 6. Utilizar equipamentos sem certificação, vencidos ou inadequados ao risco expõe a empresa a problemas sérios em fiscalizações e auditorias — além de comprometer a segurança do trabalhador. O CA garante que o EPI foi testado para aquele tipo específico de risco térmico. Evitar erros começa com análise técnica e escolha consciente Escolher o EPI térmico ideal não é apenas uma decisão de compra, mas uma etapa crítica da estratégia de segurança da operação. Entender o ambiente, os riscos reais e as condições de uso faz toda a diferença na prevenção de acidentes. A Benetherm desenvolve EPIs térmicos de alta performance para diferentes níveis de exposição ao calor, com materiais certificados, foco em ergonomia e orientação técnica especializada para cada tipo de aplicação. 👉 Fale com a Benetherm e descubra a solução em EPI térmico mais adequada para a realidade da sua operação. Segurança começa com a escolha certa.
A seguir, reunimos os erros mais comuns na escolha de EPIs térmicos, sempre relacionando a decisão às situações reais de uso no ambiente industrial.
Tecidos aluminizados refletem calor radiante, mas não são indicados para todo tipo de contato térmico. Já fibras aramidas e tecidos retardantes a chamas podem funcionar melhor em atividades com fogo direto ou calor intermitente.